mar 22 2009

Carveboard – Surf de skate no asfalto

O carveboard é um esporte novo no mundo, com cerca de onze anos. O carveboard nasceu em 1997, quando o surfista Brad Gerlach e seu pai, Joe, idealizaram, na Califórnia, uma prancha para o treinamento de algumas manobras do surfe no asfalto e também para aproveitar os dias de mar flat (sem ondas). Não demorou muito para que o carveboard cativasse os mais diferentes fãs de ondas por todo o mundo. No brasil o esporte é ainda mais recente, com menos de 10 anos.
O carveboard consiste basicamente em uma prancha de madeira sobre eixos com molas de baixa resistência [alguns com regulagem de pressão] que permitem uma inclinação de até 45 graus. Para completar o carve é equipado rodas aro 4 e pneus calibráveis que permitem enorme controle da velocidade de acordo com a pressão dos pneus. A união destes eixos com os pneus e câmara é o que proporciona uma sensação muito parecida com o surf no mar com manobras semelhantes a batidas e rasgadas.
Para quem já anda de skate street, longboard, speed, o carve aparece como um novo conceito e um rolé diferenciado, tendo como unica semelhanca aos seus primos o fato de serem esportes praticados sobre pranchas de madeira e rodas. O carve une técnicas do surf, skate e snowboard para proporcionar uma nova sensação ao praticante. O carve não é ideal para grandes velocidades, o objetivo é aproveitar toda a extensão da ladeira com rasgadas suaves e enorme estabilidade.

O rolé macio e confortável é viciante (quem experimenta confirma). Mas não confunda o carveboard com o mountain board ou o longboard. Enquanto o carveboard é o puro street surf, o mountain board é projetado para um rolé mais agressivo na terra (com variações no asfalto) com grandes saltos e velocidade. Já o longboard, muito popular atualmente, proporciona um rolé com mais velocidade (speed), com grandes slides e uma grande dose de adrenalina.

O Brasil já conta com diversas equipes de carveboard espalhadas pelo país, especialmente nas regiões do Rio de Janeiro e São Paulo, sinal de que este esporte será dentro de muito pouco tempo um esporte com um grande número de adeptos e visibilidade a nível nacional.
Como começar? No carveboard não é preciso muita técnica de início. Mesmo para quem nunca praticou esportes como skate, surf ou snowboard é fácil pegar e sair andando logo de início. Mas é claro que, com o perfil, habilidade e um pouco de treino, o rolé pode ficar ainda mais agressivo adaptando manobras com o estilo de cada um.
Talvez o maior incoveniente para o carveboard atualmente seja o preço e as poucas lojas representantes com carves para pronta entrega. A venda hoje em dia é quase que exclusivamente pela internete isso ainda é um problema para muitas pessoas. Para começar o interessado precisa desembolsar logo de cara algo em torno de R$650.00 a R$1.000,00 para adquirir o seu, fora o equipamente de segurança [que permite um rolé seguro e uma noite tranquila após alguma queda no asfalto]. Na internet você encontra alguns fabricantes nacionais e internacionais, com diferentes modelos para os diferentes perfis de carveboarders. Um certamente terá o seu estilo.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, já existem grandes eventos para encontro dos praticantes de carveboard. Esperamos que em breve estes eventos possam acontecer também em outros estados, em especial Minas Gerais para unir todos os apaixonados por esportes de prancha.

 

Convencido? Aqui vão algumas dicas para os iniciantes.
-Rodízio dos pneus e das rodas para evitar desgaste desigual:
• Esvazie completamente as câmeras
• Solte os três parafusos
• Desencaixe as duas metades das rodas
• Repita o procedimento inverso

 

– Molas:
• Se apresentar ruído, lubrifique com graxa onde as molas ficam apoiadas. Utilize um pequeno pincel e remova o excesso com papel.
• A utilização de sprays lubrificantes são práticos, mas funcionam com menor eficácia ou por um período mais breve que a graxa.

 

– Rolamentos:
• Não lubrifica-los.
• Sua dupla blindagem de borracha é a melhor vedação contra poeira. Mesmo assim, em terrenos arenosos e empoeirados, sua vida-útil tende a reduzir pela metade.
– Importante:
• Cheque sempre o aperto dos parafusos.
• Evite pancadas fortes em guias e muros.
• Evite expor o equipamento ao sol ou sob alta temperatura por tempo prolongado.
• Jamais utilize peças danificadas ou improvisadas.
• Não exceda o peso máximo para usuário de 120kg.
Para um maior controle sobre a velocidade, comece com pouca pressão nos pneus (de 08 a 13lbs.) e mantenha sempre a linha de direção em “oito”, conforme ilustração abaixo. Evite descer em diagonal ou em linha reta. Se isto acontecer, o board atingirá velocidade acima do ideal. Neste caso, pule e recomece a linha em “oito”. Flexione ao máximo seus joelhos para obter mais equilíbrio. Procure uma ladeira COM POUCO OU NENHUM TRÂNSITO DE VEÍCULOS, bom asfalto e, principalmente, com inclinação e largura de acordo com seu nível de experiência.

Remada: O posicionamento dos pés para a remada é a maneira de colocar o carve em movimento. Através dela se imprime a velocidade inicial na ladeira para se começar a deslizar sobre o asfalto.
O posicionamento do pé da frente é importante, pois ele é que vai servir de apoio para deslocar o carve. Este pé deve estar paralelo, na parte da frente e bem no meio da prancha. Se ele estiver de lado ou fora do centro da prancha ela irá virar e o carve fará uma curva. Com o pé bem no centro não existe perigo de se perder o equilíbrio, pois o carrinho irá andar reto e de forma previsível.
Posicione o pé de trás de forma mais aberta, se não o pneu de trás pode bater no seu calcanhar e te desiquilibrar ou derrubar.

Andando: Depois de estar em movimento é necessário posicionar os pés corretamente. Eles devem ficar perpendiculares à prancha. Por isso o pé da frente, que estava reto, agora deve ser girado, deixando o corpo do atleta de lado. Quanto mais perpendiculares estiverem os pés, melhor será para se inclinar e controlar a intensidade das curvas. O pé de trás não deve ultrapassar a borracha do tail, pois ela foi feita exatamente para ser um limitador. O pé da frente deve ficar no terço da frente da prancha. Não deixe-o muito perto do bico pois ele pode engatar no pneu quando você fizer uma curva. Se isso acontecer é chão certo, pois o pneu irá travar e você será ejetado.

Velocidade: O carve é como uma bicicleta. Você precisa de um mínimo de deslocamento para conseguir andar e conseguir o equilíbrio necessário. É bem difícil se equilibrar em uma bicicleta parada; no carve é a mesma coisa. Desta maneira será possível fazer as primeiras curvas através do controle do corpo. É preciso se atentar par ao fato de que o carve não foi feito para grandes velocidades.

Controle: Num skate normal o controle de direção se dá principalmente pela inclinação dos pés. No carve isso não funciona, você tem que usar principalmente a parte de cima do corpo, o peitoral, para fazer as curvas. Todo o controle de direção se dá através do deslocamento do seu centro de gravidade para a frente ou para trás. Se tentar controlar o carve somente através da inclinação dos pés, perderá o equilíbrio e cairá do equipamento. O ideal é começar a fazer curvas bem abertas, inclinando o corpo suavemente, utilizando toda a largura da rua que está usando.

Freios: A regra básica do freio é: o carve não tem freio! Mas não se preocupe, planadores, asas-delta e parapentes também não tem freios e nem por isso se espatifam por aí. O segredo é estar sempre no controle da velocidade. Nunca deixe o carve alcançar uma velocidade em que você não esteja confortável. Para isso abuse das curvas e use sempre toda a extensão (largura) da rua em que está andando. Se achar que está muito lento dê uma remada ou aponte o carve para baixo da ladeira para ele pegar um pouco de velocidade. Logo em seguida volte a fazer curvas e usar a rua inteira. Assim você estará sempre no controle do carrinho e seus joelhos, cotovelos e mãos agradecerão.

Segurança: As pessoas perguntam se é preciso usar equipamentos de segurança. A primeira resposta é que eles nunca são demais; a segunda é que o pessoal normalmente começa a usar depois que leva as primeiras raladas.
Basicamente, o equipamento essencial é uma boa luva grossa, de preferência aquelas de pedreiro, conhecidas como luvas de raspa de couro. Elas são baratas e podem ser encontradas em lojas de materiais de construção.
O capacete, joelheiras e cotoveleiras são outros bons acessórios de segurança que devem ser usados, ainda mais se a pessoa está começando no esporte. Na dúvida, use todos.

Nesse programa você confere: Rip Curl Pro em Pipeline Masters no Hawaii; Skate Dew Action Sports Tour; Última etapa do motocross no Mountain Dew em Orlando; Rafting suicida com Gringo Z em Pacoare na Costa Rica e Instruções: Backflip hand plant no snowboard vertical.



2 Comentários:

Trackbacks

  1. Guto Peixoto Vianna diz:
    MUITO BOAS AS SUAS COLOCAÇÕES E DICAS PARA OS PRATICANTES DE CARVEBOARD BRASILEIROS, NÓS ATÉ DISTRIBUIMOS UMA VIA IMPRESSA AQUI NO RIO DE JANEIRO PARA TODOS OS NOVOS INTEGRANTES DA CARVEBROTHERS RJ.
    março 17th, 2010 às 9:37 pm
  2. vivianesantos diz:
    saimo naõ liga pror tiago finca com a ma
    agosto 17th, 2010 às 10:58 am

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